segunda-feira, 22 de abril de 2024

Sobre entender que precisamos dar um tempo

Não é novidade que não é nada facil as tarefas de cuidar de casa e da familia, isso já sabemos. Que muitas vezes queremos simplesmente dar conta de tudo, e sem perceber, acabamos entrando no modo automático e acabamos esquecendo de um pequeno detalhe: dar um tempo.
Eu já tive uma fase onde eu passava o tempo todo querendo deixar tudo em ordem para não virar bagunça, não acumular louça na pia e nem roupa no cesto, e isso quase me fez entrar em colpso.
Até que em um momento de total exaustão eu me perguntei: pra que tanto?
Então eu tentei refeltir ao máximo sobre como o "dar conta de tudo" estava sugando a minha vitalidade, pois eu dava conta de tudo, mas o "tudo" em nenhum momento incluia a mim.

Comecei a buscar maneiras de aliviar a carga, dividir as tarefas ao longa da semana e achar algum momento do dia para descansar e poder cuidar de mim.

Comecei colocando as duas no mesmo horário da escola, para mim isso foi possível e ja foi um ótimo começo. Lembrando que elas começaram a ir a escola enquanto eu ainda era empregada no modo CLT.
Passei a tentar fazer as tarefas de casa no período da manhã, enquanto elas estavam em casa, para no periodo da tarde eu conseguir me dedicar a outras coisas. Isso definitivamente não funcionou. Muito pelo contrário, me sobrecarregou ainda mais! Pois eu precisava dar atenção a elas e queria cuidar da casa ao mesmo tempo, e me estendia o resto do dia fazendo as tarefas de casa. E no meu caso, esse foi meu maior erro. E obviamente, eu não percebi isso facilmente.

Minha segunda tentativa foi dar atenção somente  a elas e fazer as tarefas de casa no período em que estavam na escola, o que manteve meu cansaço. Pois logo no final da tarde elas chegavam, começava toda bagunça novamente e eu retornava a minha anteção a elas.
Também não me atentei facilmente a isso.

Até que por fim, um belo dia elas dormiram as 19:30h e eu resolvi limpar a casa naquela noite. Consegui alinhar tudo calmamente e no fim, consegui ter um tempo de total silêncio e auto cuidado.
No outro dia me acordei as 5:30h, a casa estava limpa e simplesmente consegui me sentar e tomar um café  tranquilamente, assistir uma TV e de maneira bem natural, consegui dar o start na minha mente para o dia.
Enquanto eu tomava meu café totalmente desconectada de celular, radio ou TV, eu refleti e percebi que aquilo seria o ideal para mim.
Eu arrumei a casa depois das crianças dormirem, consegui cuidar de mim tranquilmente e ter um tempo para o meu marido, e no dia seguinte meu dia iniciou com a mesma calmaria e ao longo do dia eu spo mantive o que estava feito: guardando brinquedos que ja nao estavam usando, lavando copos, mamadieras e talheres conforme o uso, e no fim do dia a casa ainda estava em ordem, eu não me sentia sobrecarregada e eu finalmente conseguia sentir a minha mente suspirar por termos conseguido achar uma sáida para toda sobrecarga mental que me assolava.

"Tá, mas em que momento entra a parte de dar um tempo?"

Eu vou lhe dizer agora.
Um dos meus erros como dona de casa era levar essa função os 7 dias da semana, a maoir parte de tempo em horas possivel do dia.
Depois de achar um momento de organização que mais se adaptava a mim, eu passei a não me preocuopar com limpeza da casa nos dias de sabado e domingo, as vezes na propria sexta feira eu ja me liberto dessa função a dar atenção total a minhas filhas e ao meu casamento (sem esquecer de mim).
No domingo a noite eu faço todo o reset da casa, para iniciar a segunda da mesma maneira: casa limpa, em ordem, acordando antes das crianças para tomar meu café e dar o start na minha mente para o restante das tarefas do dia.
E assim, aos poucos e com pacîencia, vou encontrando maneiras de aliviar a carga, principalmente a mental.




 

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Como eu iniciei a rotina de organização da minha casa com duas filhas pequenas

 

Antes que você pense, ou diga, não! Não foi facil! (risos).
O que você precisa saber antes de qualquer coisa é que, eu tenho uma filha de 3 anos e outra de 9 meses e me tornei dona de casa, do lar, ou seja la como chamam hoje em dia, em outubro do ano passado.
Eu passei por inúmeras mudanças na minha rotina após o nascimento da minha segunda filha, que  foi em junho. E devo confessar que nos primeiros meses (durante os 5 meses de licença maternidade) a minha casa parecia um quarto de adolescente. Roupas jogadas pelos cantos, brinquedos, higiene pessoal das crianças em cima da primeira coisa que eu enxergava e alcançava, pia transbordava de louça...um caso total, e isso claramente afetava meu emocional e meu mental. Estava sempre no meu limite, quase no colapso do cansaço. A caçula teve cólica noturna nos primeiros 40 dias, quase todos os dias, onde eu acabava não dormindo porque meu marido me ajudava com a maiorzinha, as vezes reveza comigo, mas não era o suficiente. E para ajudar, adivinha só? A maior entrou de férias da escola, então...
Mas, afinal, por quê chegava a esse estado, a esse caos? Pelo simples fato de que a minha rede de apoio trabalha durante o dia, a maior estava de férias e eu tinha tido um parto cesarea. E como você ja deve saber, o pai não pega a mesma licença maternidade da mãe...
Então, ao longo dos primeiros dias eu estava com os pontos, com dois bebês em casa que precisavam de colo, atenção, carinho, e todas as demandas basicas de um ser humano (fora as minhas demandas).
Aos poucos eu fui criando consciência do que estava acontecendo ao meu redor e vi que eu precisava melhorar isso. Mas como?
Bom, a primeira coisa que eu coloquei na minha cabeça foi: essa fase vai passar!
Precisei trabalhar muito a minha mente, trabalhar a compreensão, principalmente comigo mesma. Entender que eu só precisava dar prioridade para que o que era prioridade. 
"Ah, mas e o seu marido, o que fazia?" Aqui não se trata dele, mas, sim de mim e o que eu poderia fazer para me ajudar.
A primeirissima coisa que eu mudei que foi o ponto chave para tudo foi: o horário das crianças irem dormir!
Uma dormia as 23h a outra as 18h, ai quando uma ia dormir a outra acordava e era aquele caos, onde eu sequer tinha lembrado de tomar agua durante o dia.
A mais nova sempre foi a que dorme cedo, então aos poucos eu fui engatando a mais velha no ritmo. Mas como? Vou apontar alguns habitos que implementei:

  • Quando começava a escurecer, eu ja abaixava o volume da televisão e ia apagando todas as luzes da casa, deixando somenta a sala acesa, pois é onde passamos a maior parte do tempo.
  • Já ia guardando brinquedos barulhentos, com luzes, música, etc bem longe da vista das meninas.
  • Diminuia meu tom de voz, e quando alguma delas começava  se agitar eu mantinha a mesma tranquilidade, e para maior que ja entende, dizia que precisavamos falar mais baixo e se acalmar.

  •  Antes de iniciar os banhos, eu ja separava a roupa com qual iam dormir, e deixava as mamadeiras prontas e quentinhas.
  • A primeira a entrar no banho é a mais nova. Após estar de roupinha, acomodava no berço e partia para o banho da mais velha.

Mais um ponto chave nesses habitos foi esse: a ordem dos banhos. Quando a mais velha entrava no banho de banheira dela, eu vinha para a sala e desligava TV e luzes. 

  • Ambas em suas camas, roupas limpas e acomodada, luzes apagadas, hora das mamadeiras!
  • E nada como uma mamãe cantando baixinho para puxar o soninho... 

Não foi facil nos primeiros dias, então eu começava toda essa rotina por volta das 18:30h, para que as 20h elas ja estivessem deitadas na cama e pegando no sono. Adapatei alguns detalhes ao longo dos dias, até que hoje, meses depois, essa rotina e os habitos ainda se mantém.

Essa foi a primeira mudança na nossa rotina para um dia a dia mais saudavel para todas nós.

E por quê isso foi tão importante?

Bom, no mais tardar as 20h elas ja estavam dormindo, então olha o o tempo que eu conquistei para poder cuidar de mim mesma... 

Um banho sem pressa, um pouco de silêncio, um comida com mais tranquilidade... dentre outras inumeras coisas que consegui dar atenção em mim mesma.

Esse foi só o primeiro passo, e logo trarei outros que ja dei e os que ainda estou dando...






 

 

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Minha história

 

A mudança da minha vida começou em 2020. E não foi por conta da pandemia.
Tudo começou em fevereiro, quando meu exame de sangue deu positivo. Foi um susto enorme, pois eu não estava em um relacionamento sério e não tinha perpectiva alguma de se tornar um, por escolha minha. 
Depois da montanha russa de emoções, da negação nos primeiros dias, veio a aceitação. E a culpa. A culpa pelo pensamentos que eu tive, por ter um principio de rejeição, dentro de tantas outras pequenas coisas que aconteceram até eu sentir aquele pulinho na minha barriga pela primeira vez. 

Levei toda a gestação de maneira super tranquila, mantive a paz e a tranquilidade, sem nenhuma intercorrêmcia. Se quer tive corrimentos. 

Minha filha, minha primôgenita, chegou em outubro e veio por um parto cesarea. Fui mãe solo ate seu oitavo mês de vida, e foi igualmente tranquilo. Nós duas no nosso mundinho. E sim, eu tinha uma rede de apoio maravilhosa: meus pais.  Aos 20 e tantos anos eu ainda morava com eles por planejamentos da vida. Porém, sempre tive meu trabalho. Ja tinha a minha profrissão, um emprego estável, habilitação e meu carrinho.

No oitavo mês da minha filha, conheci meu atual marido. E foi então que se iniciou a segunda mudança da minha vida...